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O jogo...

por Clementine Tangerina, em 19.06.09

- Gostava de te olhar nos olhos e conseguir seriamente ler o que por ai vai, sem ter que me justificar e sem ter que "bater à porta" antes de entrar. Gostava de saber o que sentes e o que pensas quando te rejeito, e quando te mando embora. Quando te digo coisas feias e te faço ficar irritado. Gostava de perceber seriamente quem tu és quando eu te deixo realmente fulo. Sem máscaras e sem esconder verdadeiramente quem és. Quer queiras quer não, todos nos escondemos e todos nos controlamos para não sairmos dos carris e para não fazermos má figurante perante o outro. Não és diferente...pois não és mesmo, nem tu nem eu. Revela-te, mostra-me o teu verdadeiro sim, nos momentos bons e maus. Eu preciso saber realmente quem tu és.
- Queres mesmo entrar nesse jogo ?
- É claro que quero, preciso mesmo descobrir-te para te deixar entrar.
- Prometo que vou fazer tudo por tudo para não me controlar, e com o tempo vais descobrir um novo eu!
- Prometes ?
- Está prometido, mas depois não digas que não te avisei que o jogo era perigoso!
- Estou disposta a arriscar!
- Lanças tu os dados ou lanço eu ?
- Tu!
- Estão lançamos!

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Ser o que não se é...

por Clementine Tangerina, em 18.06.09

Sentou-se numa das pedras que por ali haviam...quis afastar-se de todos e por segundo ter o seu momento. O momento em que reflectia sobre a sua vida, e sobre aqueles que estavam ao seu lado nos momentos realmente importantes.
Começou por fazer uma lista de pessoas que estavam constantemente ao seu lado, que nunca desistiam dela, que iam até ao fim do mundo por ela. Depois colocou em outra lista aqueles com que tinha dúvidas que fariam algo grandioso por si caso fosse necessário. Na terceira lista apareceram aquelas que sabia que muito dificilmente se levantariam da cama para a ajudar se fosse preciso.
Nunca se tinha dado ao trabalho de reflectir realmente sobre as pessoas que considerava amigas. Para ela todos os que lhe eram familiares ela considerava amigos. Acreditava que as pessoas eram todas honestas e fieis até lhe provarem o contrario. Custava-lhe superar maldades de amigos, e isso fazia com que com o passar dos anos fosse considerada pelos outros como negativa.
Aquele tinha sido o momento em que tinha reflectido profundamente sobre si, e sobre os seus erros enquanto amiga, namorada, filha, irmã, profissional. Foi o momento em que deu por si a reviver momentos já arrumados há muito nas gavetas, mas que afinal não estavam assim tão arrumados.
Numa discussão recente com uma colega ouviu um "és uma infeliz, e queres passar a imagem de uma mulher segura que não és..." e de repente todas as certezas daquilo que era e que mostrava aos outros, podia não ser o seu verdadeiro "eu".
Teria ela vivido quase 34 anos com uma mascara e com uma personalidade na qual agora questionava ?
Aumentou o som da musica do ipod e respirou fundo. Concordou que haviam alguns comportamentos que tinha que mudar, não exigir tanto dos outros e não cobrar, seria meio caminho para evitar determinados atritos que por vezes se revelavam sem importância aos olhos dos outros.
Decidiu que iria deixar de cobrar dos outros, e viver mais para si própria. Decidiu que aquele era o momento da mudança, de procurar aquilo e aqueles que a faziam realmente feliz e não alimentar amizades que não lhe faziam bem.
Desligou a música, retirou o óculos de sol e o vestido de alças que tinha e mergulho nas águas frias que tinha em frente a ela.

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Ser o que já não se é...

por Clementine Tangerina, em 12.06.09

Há coisas que nunca se deviam perder com o passar dos anos. Na infância tudo nos é permitido, ( ou quase tudo) podemos gritar, saltar, desenhar corações e nuvens, calçar sapatos de verniz e meias às bolas sem que ninguém nos julgue. Podemos fazer birras quando alguém nos chateia e sermos logo perdoados, temos sempre desculpa quando não queremos comer e quando não nos apetece vestir determinada roupa. Ser criança permite-nos viver sem medo de sermos julgados pelos outros, permite que sejamos nós próprios sem ligarmos às aparências.
Podemos passar horas e horas a brincar com o mesmo brinquedo, e a desenhar com lápis de cor ou de cera sem sermos chamados a atenção que não estamos a "produzir" o suficiente.
Enquanto crianças gozamos o verão como ninguém, são meses e meses de alegria, de brincadeiras e de novas amizades. Chegando mesmo a ansiar pelo regresso à escola.
Quem não se importava de voltar a ser criança, nem que fosse só por um dia?

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True...

por Clementine Tangerina, em 10.06.09

Conheceram-se quando estudaram juntos, uns anos depois ela mudou de cidade e a relação que tinham passou a ser vivida através de cartas e de telefonemas.
300 e muitos quilómetros era o que os separava, mas dia para dia era cada vez mais difícil se manterem afastados. Ele surpreendia-a muitas vezes e apanhava o primeiro comboio da manhã e ia espera-la à porta de casa antes de ela ir para a faculdade. Durante dois dias conseguiam esquecer que viviam vidas separadas.
Durante dois anos viveram uma vida dividida entre Coimbra e Braga, foram muitas as lágrimas nos momentos de partida, foram muitas as viagens feitas com vontade de acabar de vez com aquela separação. Mas não havia muito a fazer, foram obrigados a esse afastamento e tinham que saber viver da melhor maneira.
Ele confiava nela cegamente, acreditava que ela era realmente uma pedra precioso e tudo o fazia crer que era a pessoa para viver o "sempre" com ele. Mas de um momento para o outro percebeu que talvez não fosse bem assim, recebeu um telefonema anónimo a dizer-lhe que ela andava a sair com um homem casado, com quem mantinha uma relação já alguns meses. Foi a gota de agua, num momento estava tudo bem e no momento a seguir o chão tinha desabado. Gritou, chorou, rasgou todas as cartas que ela lhe tinha escrito, deitou fora todos os cd's e fotografias que tinham juntos. Ela implorou, jurou que não tinha sido nada importante, mas para ele todo aquela história fez com que ele perdesse o de mais importante havia entre eles, a confiança.
Durante dois longos anos, ele pensou nela e na história que tinham vivido, das loucuras que tinham feito juntos e das viagens que fez para estar com ela. Ele continuava amigo da irmã dela que insistia para que ele a esquecesse, que a história deles há muito tinha terminado. Mas no fundo, ele ainda vi-a alguma esperança, mesmo depois de ela o ter magoado tanto.
Durante dois anos, não conheceu ninguém, viveu para si e para o seu amor platónico. Durante dois anos, recusou sair com amigas dos seus amigos porque não se sentia capaz de voltar a amar, acreditando mesmo que um dia iria voltar para ela.
Dois anos se passaram, e a noticia chegou através da irmã dela. Caiu que nem uma bomba, mais uma vez ele perdeu o chão, voltou a gritar, a não crer que seria possível desiludir-se mais com ela...mas enganou-se e desta vez era mesmo definitivo, tinha que a esquecer. Afinal a relação com o tal homem casado, tinha dado frutos, uma gravidez indesejada.
Ela continuava a viver a sua vida, e mesmo quando se deslocava à cidade dele recusava ligar-lhe, sabia que seria pior para ambos, mas com a noticia da gravidez ela precisou dele.
Estaria ele disponível para ela ?

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Bem me Quer...

por Clementine Tangerina, em 09.06.09


Para mim um homem tem que me seduzir pelo seu charme, pela sua postura, pela forma discreta que seduz e pela paciência com que luta e insiste na conquista.
Tem que ser capaz de me seduzir sem que meio mundo perceba, tem que ser capaz de me fazer crer que sou única no mundo e que tudo o que já viveu é passado, tem que me fazer criar castelos encantados e sonhar.
Tem que saber seduzir os meus amigos e ser o maior cavalheiro do mundo e arredores, tem que saber que ordinarices e comparações com ex não é delicado. Perguntas só as de circunstancia, tudo o que possa suar a intimo não deve ser questionado.
A sedução é meio caminho para uma paixão, sem estes ingredientes dificilmente alguém se apaixona. Mas a sedução não é para todos, há quem prefira ultrapassar essa etapa e depois cai no ridículo.
Não é preciso ser o ultimo romântico dos românticos, mas há detalhes que não podem ser esquecidos. Eu sei que quando se está "caidinho" por alguém, só conseguimos olhar para a pessoa, mas há que tentar ser discreto e tentar através da nossa inteligência captar a atenção do alvo, sem que sejam precisas técnicas baixas e mais que directas.
O maravilhoso mundo da sedução começa quando conseguimos captar a atenção da pessoa que pretendemos. O prazer dos jogos de sedução está ai mesmo, em criar interesse no outro, e ser ele a procurar e ao memo tempo fazer com que responda à nossa sedução.
E é tão bom seduzir e ser seduzido!

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Eu gosto de histórias...

por Clementine Tangerina, em 05.06.09

Eu gosto de ouvir e de saber histórias dos outros, gosto que me contem com detalhes o que viveram e o que sentiram. Gosto de saber, para assim puder conhecer melhor os que me estão perto. Gosto de saber qual o melhor viagem que fizeram, onde é que gostariam de estar daqui a 20 anos e o que sonham ser quando forem "grandes"!
Gosto de saber detalhes que poucos sabem, adoro que me contem segredos e gosto de saber histórias do passado dos outros. Gosto!
Adoro mexer no baú das recordações e encontrar postais que me foram escritos há mais de 10 anos e que continuam tão actuais como no dia que as pessoas escreveram, adoro saber que há amizades que perduram e com os anos continuam a ser elas a minha fonte de inspiração.
Adoro ouvir histórias simples, daquelas que não tem muitos aflorados, gosto de saber detalhes que normalmente são esquecidos, porque às vezes o tempo para contarem é pouco. Gosto que me contem histórias da minha infância, e que façam viajar no tempo. Gosto de saber que em miúda adorava sapatos de verniz e que era valente com os rapazes, que adorava carioca de limão e que apanhei a minha primeira bebedeira aos 4 anos de idade numa passagem de ano, depois de roubar os copos de champanhe dos adultos sem que ninguém tenha dado por nada.
Gosto de histórias felizes, de aventuras e gargalhadas! Gosto porque gosto!

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Neverland...

por Clementine Tangerina, em 04.06.09

"So come with me, where dreams are born, and time is never planned. Just think of happy things, and your heart will fly on wings, forever, in Never Never Land!"
Peter Pan



Eu tenho uma amizade com o Peter pan, sim tenho. Tenho uma amizade que acredita que o corpo é que cresce porque a nossa mente se mantem criança para sempre. Tenho uma amizade que com o passar dos anos amadurece mas continua a ser divertida, saltitona e muito aventureira. Vivo lado a lado com "um" Peter Pan que nos brinda constantemente com as suas risadas e os seus desejos de voltar a ser criança.
Esta minha amizade já é adulta, está prestes a completar 13 anos de vida e dia para dia é bonito vê-la crescer e tornar-se muito mais do que uma simples amizade. Ela é, e sempre será um dos bens mais preciosos da minha vida.
"Hoje é apenas o começo de um novo dia..." !

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A vida é um Carrossel...

por Clementine Tangerina, em 02.06.09


Um carrossel com muitas voltas e muitos altos e baixos, questiono-me muitas vezes das escolhas que fiz na vida, do curso que decidi tirar, das escolhas profissionais e do vivi e o que deixei de viver em algumas fases da minha vida.

Muito pouca coisa mudaria, talvez tivesse estudado mais, talvez se pudesse tinha dado mais de mim em alguns locais onde trabalhei, muito provavelmente não teria confiado tanto como confiei. Talvez...suposições do que já passou e não volta.

Com a experiência de vida, ganhamos uma perspectiva do que já vivemos e do que escolhemos para nós de uma maneira completamente diferente.

Hoje se pudesse tinha com toda a certeza optado por tirar um curso de design e fotografia, tentar conciliar as coisas era a minha grande paixão. Mas acredito que um dia irei tornar esse sonho no meu ganha pão...eu acredito que sim! Não custa sonhar, e eu sonho...sonho muito porque já dizia o poeta "o sonho comanda a vida..." e comanda mesmo. Se não sonharmos o que nos faz levantar todos os dias, e nos faz esperar pelas tão desejadas férias.

Quando conheço uma pessoa normalmente uma das primeiras perguntas que faço é se são felizes com a profissão que escolheram e se sentem que são seres humanos realizados...felizmente tenho ouvido as mais variadas respostas...mas a verdade é que do meu grupo de amigos tenho infelizmente muitas pessoas que não estão a trabalhar nas áreas onde tiveram formação e acaba por ser muito triste...porque se estudou, se investiu tempo para passar uma vida a fazer-se aquilo que não se gosta.

Mas também há aqueles casos, que se opta por não se trabalhar na área que se tem formação ( moiii) para ganhar outras coisas da vida, mais estabilidade financeira, mais tempo, e muita qualidade de vida. É claro que há dias que bate uma saudade interminável, mas nessas alturas e falo por experiência própria penso naquilo que ganhei e naquilo que perdi. Sinto muitas saudades dos olhares cúmplices e das risadas no trabalho, mas há outras compensações na vida que infelizmente só obtive fazendo o carrossel dar uma volta no sentido contrario.

Mas eu sonho, e acredito que o meu dia vai chegar, o dia de todos vai chegar...não pudemos é cruzar os braços e ficar à espera que milagres aconteçam, porque isso não acontece mesmo. Lutar pelo que se quer, por aquilo que se sonha e não esquecer de comprar a ficha para conseguir entrar no carrossel na hora certa.

E eu vou conseguir entrar no carrossel...

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Vida Alheia...

por Clementine Tangerina, em 01.06.09

Questiono-me muitas vezes porque é que as pessoas se interessam mais pelas desgraças dos outros do que com as alegrias?
É verdade...se não vejamos...quando há um acidente nas estradas é ver toda a gente a reduzir a velocidade ( se não mesmo a parar) para ver a situação, já viram alguém parar o carro para verem dois apaixonados a beijarem-se ou a casarem?
As revistas cor de rosas já provaram que vendem mais com as desgraças das estrelas do que com a sua felicidade...o que vende é o drama de faca e alguidar não é os casamentos e os filhos.
Quantas vezes deram por vocês com vontade de ligar à pessoa x e y porque souberam que tem um problema de saúde ou está em fase de divorcio? E quando essa pessoa é promovida ou anunciou que vai viver com o namorado, a vossa vontade é nem um telefonema fazer.
Será que a felicidade alheia incomoda mesmo o ser humano? Será ?

Recentemente ouvi uma conversa e fiquei a matutar sobre:

Ele: A mulher do Guilherme está gravida?
Ela: ohh que bom p'ra eles ( com sarcasmo!)!
Ele: Por acaso é, eles queriam tanto engravidar..
Ela: Mas não é "eles queriam" é ela queria...engravidar só engravida ela e não ele... (ruída de inveja!)!
Ele: Ohhh não sejas assim, engravidaram é maneira de falar...
Ela: Olha que sejam muito felizes...longe!
Ele: Às vezes não te percebo...a sério que não...gostas tanto de crianças e depois tens esta reacção...ridícula!
Ela: Sabe-se lá porque!


Ouvi e registei...realmente há pessoas que tudo o que lhes rodeia lhes mete uma certa comichão...há pessoas que tentam a todo esforço imitar a vida alheia. Uma amiga recentemente revelou-me que tem uma familiar que é assim, que imita tudo e mais alguma coisa, quando ela engravidou a dita quis porque quis engravidar ao mesmo tempo, quando se soube que a minha amiga ia ter um rapaz a familiar desta ficou triste porque ia ter uma menina. Depois vieram os carros e as viagens...o que a minha amiga comprasse a outra comprava. Os filhos foram para o infantario e lá foi a dita colocar os miudos no mesmo local que a minha amiga, o marido ofereceu-lhe uma mala da Carolina Herrera no natal a outra teve que ter uma igualzinha, a minha amiga programou ir passar o ano novo a Veneza lá foi a outra atras...ohhhhh pesadelo...
Nem era preciso ir ter com a minha amiga para saber as novidades porque a outra era a vida espelhada da minha amiga em dosse dupla.
Confesso que a mim me mete um pouco confusão este tipo de pessoas, pois parece que não tem personalidade própria e que precisam da vida alheia para se sentirem vivas. Ridículas!

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Voar para Casa...

por Clementine Tangerina, em 29.05.09

Por muitas viagens que se faça, por muitos hotéis que se visitem e por muitos fins de semana românticos que tenhamos, não há nada como voltar para a nossa casa. Deitar nos nossos lençóis, tomar banho na nossa banheira, limpar-nos às nossas toalhas que tem o cheiro do amaciador que cuidadosamente escolhemos.
Não há nada como a nossa casa, termos o nosso espaço, podermos tomar banho às horas que queremos sem acordar ninguém, pudermos andar nus pela casa sem sermos surpreendidos, jantar à hora que bem nos apetece, e dormir até que o corpo nos diga que "já basta". Receber os nossos amigos, ficarmos a ver programas banais enquanto conversamos coisas também algumas banais. Rir às gargalhadas, partilharmos memórias e fazermos planos para os dias de sol que se aproximam.
É no dia a dia que nos sentimos mais independentes, mais soltos, é difícil mas sem dúvida que nos faz sentir mais nós! E é tão bom!

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